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Clausura
O sacerdócio, que outrora abracei para encobrir a preguiça, a desobediência à lei do trabalho. A falta de fé em mim mesmo. A covardia de enfrentar o mundo ao qual me devia o devotamento a um lar, que desejava obter, indebitamente; uma santidade ilusória, que jamais conquistei.
A renúncia, que me tornou um farrapo humano, perante o Pai e a falta de amor ao meu próximo colaborando no engrandecimento da obra comum..., hoje vem a sacudir-me a consciência, mostrando-me os erros de outrora, para que movimente, sem perda de tempo, a chama do esforço próprio, quebrando a barreira do mosteiro de pedra, situando-me no recinto sagrado do coração operoso e arrependido, para que, recorrendo o espaço infinito, possa abençoar, em nome do Senhor, a toda humanidade sofredora!
Jamais, recintos apagados e restritos! Jamais grade de clausura e separação! Uma consciência que vibra, porque ama disposta a espalhar a paz que outrora negou!
Sacerdócio, sacerdócio! Louvado serás o dia em que, a criatura humana te aceitar para servir sem distinção! O dia em que, viverás para esclarecer sabedoria divina aos homens, colocando-te ao serviço da coletividade para auxiliar.
Não sejas mais aquela águia negra de outrora que cobriu o sol da esperança com suas asas destruidoras, os corações de boa fé! Mostra a esta humanidade que te procura reclamando proteção, que és a mãe do trabalho constante; a criadora da fé da esperança e do amor através da reforma intima...
E que cada consciência humana, aqui ou no Além, poderá criar para si, o recinto da oração para adorar ao Pai!...
Bezerra de Menezes
| Médium: |
Aurora Barba |
| Biografia: |
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