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Convite à Reflexão
Prezada irmã em Jesus,
Seja teu alimentar de pensamentos norteado pela excelsa vontade do Pai que é sempre, e por toda parte, amor!
Viemos ao orbe terrestre para um único aprendizado: amarmos muito, para também sermos amados.
A jornada do amor neste rico e belo planeta, no entanto, não prescinde dos naturais percalços, todos, sem exceção, mobilizadores das forças do bem em nós.
Cuidar da higienização de nossa casa mental é tarefa imprescindível. Executá-la, com êxito, exige, de nós, empenho cotidiano e sem esmorecimento. Da casa mental provêm os estímulos da alegria ou da depressão que constituem o campo íntimo da nossa afetividade. Repara como de acordo com os pensamentos, idéias, conceitos que acolhes e alimentas, teu quadro sentimental muda, fluindo e refluindo amargura ou tranqüilidade. As energias, os fluidos, são conduzidos pelos pensamentos e pelos sentimentos que expressamos de acordo com a escolha pessoal que fazemos, misturando-os a nós, impregnando-os de nossa própria energia mental e emocional.
Como carecemos de solidez de propósitos, oscilamos, como pêndulos enlouquecidos, de um estado feliz a outro infeliz, sem formarmos um padrão íntimo de equilíbrio, o que é, sobremaneira, desgastante.
Para adquirir sensatez e adotar “o caminho do meio”, não é viável congelarmos o que sentimos, anestesiando-nos diante do que nos afeta. É necessária coragem, virilidade de alma, para assumirmos os sentimentos despertados em nós pela ação da vida em nós e ao nosso derredor.
Olhemos, sem medo, a nossa intimidade, examinando o móvel das nossas reações diante das infinitas “provocações” circunstantes. Assim, vamos, aos poucos, reconhecendo o pensamento, a sugestão que ocasional tal ou qual sentimento. O sentimento que temos e alimentamos somos nós. Somos, de fato, o que sentimos e sentimos o que o pensamento gera em nós, como tão bem expuseram André Luiz e Emmanuel, através da amorosa mediunidade de nosso irmão Chico Xavier, advertindo-nos da importância do saneamento da casa mental.
Querida, não te entregues ao cansaço e desânimo! Eles derivam de sugestões nocivas que recebes e que te querem por a perder. A aparência do que avalias como móvel da desesperança que te ameaça, é etapa necessária ao aprendizado de todos os envolvidos, no caso, que te afeta de modo especial. Conduzir-se ao amor, à felicidade, prêmios a que almejas com teu empenho e esforço no Bem, é meta a que somos conduzidos fatalmente! Já tens e sentes amor! Já te incluíste entre os felizes, por merecimento e a isto fazes jus por seres, simplesmente, filha de Deus. Se amplias teu entendimento, dilatando tua compreensão pela busca do conhecimento, mergulhas na felicidade que já te é possível alcançar. Nesses instantes, distancias-te do solo árido das provações e expiações e alças, num vôo sereno, que te permite gozar da alegria de viver e sorrir!
Sabes do que te falo por já teres te entregado diversas vezes a esta experiência salutar. Mas ainda há o caminho terreno a ser percorrido na consolidação do bem em ti. Assim, desces à Terra das tuas necessárias experiências, saudosa da felicidade e liberdade que desfrutas nesses significativos instantes. De volta aos padrões vibratórios mundanos, parece-te que tudo foi sonho vão, visão efêmera e inconsistente. Tal é nossa luta no mergulho imprescindível na materialidade grosseira deste plano físico. É a necessidade do desenvolvimento evolutivo que nos acolhe neste patamar. Sejamos gratos pelos instantes do fruir da bem-aventurança, mas também ao mergulho na carne. Como nos identificaríamos por nós mesmos, sem a experiência notável que a materialidade nos proporciona? Lamentarmos a escola que o amor do Pai nos oferece com todo amor e bondade? Seremos sempre e ainda os gazeteadores das sublimes lições, ou desta vez cumpriremos os deveres de aprendizes responsáveis?
Deixo-te, querida, aos autoquestionamentos necessários para que te entregue ao serviço com mais desenvoltura, a que já és capaz de ter. Não te restrinjas, nem duvides de ti mesma. Sirva a Jesus, servindo à tua própria felicitação! Ergue, com suavidade, a fronte, sem temor, e caminha serena na estrada que escolheste. Repara! Tantas as flores que te sorriem no caminho! Colhe-as e sê grata a Deus e a Jesus que te deram a mãos-cheias as sementes que, agora, florescem no teu caminho.”
SP de Piratininga, 2 de setembro de 2007.
| Médium: |
Blanca Camargo |
| Biografia: |
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