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Mito Da Caverna: O Espiritismo diante da verdade – Parte 1
29/12/2008

Alegoria da Caverna, é uma metáfora criada por Platão, onde o filósofo demonstra de que forma podemos nos tornar livres das sombras que nos aprisionam da verdadeira luz. Esse texto encontra-se em seu livro “A República” (Livro VII) onde ele também fala de ética e política, para um bem maior. Em forma de diálogo, Platão nos narra a seguinte visão:
“Seres humanos que, acorrentados no interior de uma caverna desde sua infância, apenas podem contemplar as sombras que são projetadas na parede, tendo como realidade, apenas aquela visão. Entretanto, um deles (o filósofo) consegue se libertar seguindo o caminho que leva para fora da caverna. Contempla então a realidade, as idéias puras. Retorna para o interior da caverna a fim de mostrar aos outros que as sombras não são tudo que existe. No entanto, os demais, acostumados às sombras e acreditando que elas são toda a realidade, não dão ouvidos ao filósofo. Mais do que isso: acabam por “maltratá-lo.”

Platão referia-se as crenças e tradições de seus contemporâneos, demonstrando como os homens dentro da caverna estão sendo condicionados a acreditar que só existe aquela realidade, e o homem que escapa seria aquele capaz de livrar-se das amarras dessas falsas crenças, seguindo então em busca da verdade. Ao falar dessa verdade aos homens que eram fiéis as antigas tradições e crenças pessoais, não seria ele aceito e nem compreendido. Essa metáfora demonstra a condição humana perante o mundo, em termos de conhecimento, educação, ética, política e desejo de vencer nossa própria ignorância; a fuga do senso comum para uma visão mais organizada, lógica e verdadeira do Universo que nos cerca.

Tal realidade Platônica acontece hoje em dia e de uma forma tão simples que ninguém, ou quase ninguém, consegue se aperceber disso. No simples desenvolver-se do dia a dia, dentro de nossas casas, nos faróis, esse mito está tão infiltrado dentro de nossas vidas que passou a ser tão real quanto às sombras platônicas na caverna. Não vemos nada além daquilo que nos obrigaram a ver, não repetimos nada além daquilo que nos ensinaram a repetir, não mudamos nada, em nós, porque não desejamos ser como o prisioneiro que fugiu da caverna e que foi desacreditado.

E vamos refletir agora no que fazemos, em que pensamos e no que falamos diante de algo que nós surja como novidade. Arthur Schopenhauer, filósofo alemão, disse um dia que a verdade atravessa três fases:

"Na primeira, ela é ridicularizada; Na segunda, é violentamente contrariada; Na terceira, é aceita como a própria prova."

Vamos caminhar juntos e descobrir, mais adiante, em qual fase dessa verdade nos encontramos toda vez que nos surge algo novo, que tenta nos retirar dessa caverna platônica na qual nos encontramos. Aceitamos? Refletimos? Ou ridicularizamos e negamos? Há muitas verdades a serem descobertas, há outras que deixamos ainda encobertas porque dependem somente de nós para desabrochar em nossos corações. Então, o que fazemos diante de uma nova verdade?


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

KARDEC, Allan – O Livro dos Espíritos – Editora FEB.
PLATÃO - A República - Editora Martin Claret- 2ª Edição
Simone Nardi


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Resenhas do Leitores
Nara Acredito que o homem ainda está na primeira fase porque acredita ser o ser superior do universo. Tem como princípio a si mesmo como o único ser realmente primordial na Terra. Acredita que a Terra foi feita por um Deus que ele criou a sua imagem e semelhança e ditou leis para que ele pudesse ser realmente superior a todas as espécies. Quando será que ele vai se perceber como um ser atuante no universo igualmente a qualquer espécie existente aqui? Acredito em Deus criador e pai de todos os seres vivos com os mesmos direitos e igualmente importantes no universo. 01/01/2009


*Os conceitos aqui emitidos não expressam necessariamente a filosofia FEAL, sendo de exclusiva responsabilidade de seus autores.
 
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